Pontos de Pressão: Crescimento das Marcas Próprias no Varejo Brasileiro
Apresentamos: Pontos de Pressão, uma nova série sobre as forças que estão remodelando o cenário para as principais indústrias — de marcas próprias e marcas desafiadoras a mudanças em shopper comportamento e as lacunas de dados sobre as quais ninguém fala o suficiente.
O setor varejista está evoluindo, e o mesmo acontece com a definição de marca.
A Perini, parte do grupo Cencosud SA, acaba de lançar um conceito de "loja dentro da loja" no GBarbosa: Empório Perini e Adega Perini, trazendo mais de 300 produtos de fabricação própria e mais de 1,200 rótulos de vinho para um ambiente de compras já consolidado.
O que torna essa iniciativa particularmente interessante é que o Brasil é, na verdade, o mercado de marcas próprias menos desenvolvido da América Latina. Segundo o NIQ, os brasileiros destinam apenas 1% de seus gastos anuais a produtos de marca própria, enquanto na Colômbia esse número ultrapassa os 20%. Aqui, a categoria ainda está em seus estágios iniciais.
No entanto, os varejistas já estão investindo em experiência, curadoria e posicionamento premium sob marcas próprias. Eles não estão esperando o mercado amadurecer — eles estão construindo esse mercado.
Há outro sinal que vale a pena observar: no Brasil, é o segmento de alta renda que lidera a adoção de marcas próprias. Isso não condiz com a narrativa tradicional de que o preço é o fator determinante para o sucesso. shopperÉ uma história sobre qualidade, confiança e experiência — exatamente o posicionamento que a Perini busca.
Para as grandes indústrias, a questão não se resume aos números de hoje. Trata-se de entender para onde esse movimento está caminhando e se suas marcas são suficientemente diferenciadas para shopperé preciso escolhê-los ativamente à medida que a categoria se torna mais competitiva.
Essa é uma das pressões que explorarei nesta série. Porque as marcas próprias são apenas parte da história. Marcas desafiadoras, fragmentadas. shopper Os dados e a mudança nos hábitos de consumo estão convergindo simultaneamente.
As regras não estão mudando. Elas já mudaram.
Na sua opinião, qual é a maior pressão que as principais indústrias estão subestimando neste momento? 👇